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Apologia do nada

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O nada pode ser muito bom. A ausência de tudo é a suprema liberdade, a tábua rasa, o primeiro degrau. Para aqueles que vivem assoberbados de tudo, asfixiados pelo excesso, ensurdecidos pelos imensos ruídos que se entrecruzam num cérebro que não consegue parar de processar imagens sucessivas , não haverá maior prazer do que um intervalo, por ínfimo que seja, do tudo. Um momento de puro ser. Ser, só ser, inspirar, expirar, vazio, só, pleno, inteiro, completo e absoluto Ser. Na sociedade apologética do tudo, é preciso saber apreciar o nada. Porque esse nada pode ser muito. Às vezes o nada aporta até um mundo de novos tudos...

Sábado

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Sábado é dia de acordar devagar. De dar tempo ao tempo. De suspiros, abraços, gargalhadas e brincadeiras. Sábado é família, é cinema com pipocas, é praia, é sol, é alegria. Sábado é parte do intervalo na vida de todos os dias. Nas férias, todos os dias são sábados e domingos. O sábado e o domingo são as férias de quem ainda está a trabalhar...

Será que é para valer?

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Vou só dar um jeito ao vidro...

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Chegamos das compras. Carro na garagem, diz-me que vai limpar o vidro da frente. Entra nos arrumos. Esperava-o um limpa vidros e um panito. Sai de lá com balde, detergente, uma escova para esfregar o vidro, e uma escova limpa brisas adaptada para limpezas mais perfeitas. É assim. Um perfeccionista da limpeza automóvel! :)
 Dizzy... parte 1 Agradeço ( peço encarecidamente) sugestões para educar o Dizzy a: fazer as suas necessidades quando vai à rua ( até ver, nem uma pinga que seja! É um exemplo de limpeza outdoors), ou a utilizar os toalhetes que tem em casa, para o efeito... Digamos que com 5 meses ( a passar) cá em casa e 8 meses de idade, já devia ser mais higiénico. Com a agravante de agora fazer como os grandes, e alçar a perna. ( se tiverem o contacto do encantador de cães também serve...) Dizzy... parte 2 Já tenho spray atractivo, spray repelente de dois tipos, só me falta o jornal. Eu nunca fui de agressões, muito menos premeditadas. E comprar um jornal para dar no cão, parece-me caso disso. E depois, que jornal? Um que se coadune com o fim, "prixemplo" o crime? Ou um jornal mais light, mas muito mais directivo, irreversível e inquestionável como o Diário da República? ( na volta este já só on line, impossibilitando o seu uso por motivos técnicos) Enfim, canito, já perce...

Combinado?

“Tenho a certeza de que é para sempre. Perguntávamos aos meus avós porque é que eles eram tão felizes, respondiam: ‘Combinámos ser felizes’. A Sofia e eu também temos essa combinação. Acho que nenhum de nós vai falhar”. (Albano Homem de Melo, na revista do Público). Há combinações que podem ser a combinação perfeita. E não estou a falar de peças de vestuário que qualquer dia voltam a estar na moda. Como outras combinações. Tipo esta. Ser feliz? Combinado!

Ser raiz...

Sim, gosto da harmonia dos ramos, o viço das folhas ou a beleza dos frutos. Mas o maior apreço vai para a raiz que habitualmente ninguém vê, não valoriza e passa despercebida. Que sustém, suporta, alimenta, prende ao solo, sem impedir que se cresça em direção à luz. E às vezes a terra não chega, há um ponto em que até as raízes sentem necessidade de aparecer, em busca do seu lugar ao sol. E claro que eu não estou a falar de árvores...