E pronto, agora temos o tipo de amigo que faltava: o inimigo! O inimigo fiel vale mais que o amigo faz de conta. Com o inimigo não se pode contar, sabe-se sempre que é contra e até pode servir como estímulo. O inimigo no fundo até gosta de nós, se se dá ao trabalho de nos querer chatear. E há quem diga que o nosso maior inimigo somos nós mesmos.
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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