É um local associado à minha infância. As bolachinhas variadas (os cacos, as de cereja, de manteiga...), as bolas de Berlim com um creme único, as empadas de vitela, os folhados irrepreensíveis, os lanches, os croissants... Enfim, só de pensar dou comigo a salivar! Por isso esta semana foi tempo de reavivar a memória, e transmitir à mais nova o testemunho desta tradição de " ir ao Porto" comer um bolo. Lá.
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.

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