Ficas bem assim, vestida de férias. Saia ao vento (olha, afinal ao fim de 11 meses de calças, tens pernas!), ombros menos brancos do que é costume, pele brilhante e macia. Com tempo, sem pressas, sem ter que tirar a tarde de domingo para preparar o trabalho da semana. A acordar às 7 ( ou até depois), quando em dias normais essa é a hora de tomar o pequeno almoço, com a sensação de já estares atrasada. Tudo parece já longínquo, como uma meta que se atingiu, se ultrapassou. E eis senão quando sentes que este intervalo está quase a acabar. Só falta uma semana. Melhor, ainda falta uma semana. Com um aniversário a celebrar. Manuais escolares e toda a panóplia de material escolar para comprar. E começar a preparar a rentré na vida de todos os dias. Com energia renovada!
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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