A Guerra no ultramar, uma página de um manual de nono ano. País multirracial e pluricontinental, movimentos de independência das colónias, para Angola e com força, estatística dos mortos, feridos e gastos de guerra. Independência das colónias, um parágrafo para o regresso dos retornados e siga. Está feito. Nas aulas partilhamos relatos (cada vez menos, que quem passou pela guerra foi morrendo ou esquecendo, e também há vergonhas que se escondem, e silêncios eternos, que a guerra é como Las Vegas mas em mau- o que lá aconteceu, fica lá). Ainda há os álbuns de fotografias, com as fotos tradicionais com as “namoradas de lá”, dos soldados de braço dado, os aerogramas, as histórias de caça, que parecem limpar o outro lado da guerra. Volta e meia relatos diferentes. Aqueles que levantam a família a meio da noite porque “eles vêm aí”, o familiar que se escondia debaixo da mesa quando o frigorífico fazia um ruído estranho, os estremecimentos quando ouviam helicópteros. Lembro-me agora do homem...
Comentarei mais tarde; dá que pensar... :)
ResponderEliminarDificil definir verdade e mentira; elas andam lado a lado. A verdade de uns é a mentira para outros. A nossa mente tem o poder de construir aquilo em que queremos acreditar; e, essa será a nossa verdade. Certo é que imaginamos verdades para ocultar "outras verdades" que nos ferem. É tudo uma questão de sensibilidade perante a realidade que nos rodeia. Não somos indiferentes a tudo o que se passa, mas podemos colorir, de forma radiosa, o cinzento de alguns dias...
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