Os balanços são necessários. Com os que nos
rodeiam, por exemplo.Para esclarecer mal entendidos, para falar
abertamente de coisas que a quente não conseguem levar a mais do que
discussões infrutíferas, para que cada um saiba o que o outro pensa
e sente. Que isto de esperar que os outros saibam o que nos vai na alma
é poeticamente belo, mas nem sempre exequível. Mas os balanços não são
necessários apenas na relação com os outros. Os maiores balanços, os que
mais desafiam, são os que fazemos interiormente. A diferença entre o
que somos e o que queríamos ser/ fazer/ ter, a gestão de tempo que
fazemos, aqueles a quem nos damos, os sonhos que perdemos, ou que por
força das circunstâncias adiamos ou substituímos...No deve e no haver da
vida, há que criar algum equilíbrio. E os balanços servem para isso.
Hoje é dia de balanço. Dlim, dlão...
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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