O
computador foi-se. Apagou-se, no domingo, depois de um dia intenso de
SIMS. Estava lentinho, deu-lhe uma febre e desfaleceu. Pensei que
refrescando recuperasse, mas nada. Neste momento está a modos que
esventrado, e vai lançando uns "pis" de quando em vez, absolutamente
inconsequentes. Ele , que ainda há umas horas estava no avião de
regresso a casa, lá está mergulhado nos fios, a tentar ressuscitar o
Lázaro. Se fosse lá com umas agulhinhas é que era bom...(acabo de ouvir
que "é o disco". Rica música...Ou como diria o meu pai, as coisas velhas
este ano não duram nada!)
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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