Sabe bem a cumplicidade que nos une, as
conversas partilhadas, o sentir que mesmo muito diferentes, temos cada
vez mais em comum e sobretudo que gostamos muito umas das outras. Eu não
sou sempre a mãe que elas queriam, às vezes nem sequer sou
a mãe que eu queria, mas isto da maternidade também é uma aprendizagem
que se constrói com sucessos e com erros. E há momentos de gargalhada
coletiva em que o meu coração me diz que as sementes estão lá, e até já
começam a notar-se alguns frutos.
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.

Comentários
Enviar um comentário
Também divagaram: