Metro
interrompido devido a acidente. Chegar à estação e ser recambiada para
uma paragem de autocarro. Quinze minutos de espera sob um sol intenso,
lá chega o dito cujo.À hora que devia estar a chegar a casa, estava no
centro da invicta, a entrar noutro autocarro. Chegar a casa muito depois
do que era suposto. Textos para escrever, testes para corrigir, testes
corrigidos para digitalizar. Começo pela
última tarefa. À segunda página digitalizada, a impressora pára (eu
gosto do acento no pára, lamento aos adeptos do AO) a meio, e desata a
piscar. Não termina a tarefa, bloqueada. Para grandes males, grandes
remédios. Desligo-a da tomada, volto a ligá-la e aviso-a que está
proibida de entrar em greve sem pré-aviso. E em final de ano letivo,
ameaço-a com os serviços mínimos, que são de momento quase serviços
máximos. Ufa! Atirem-me água benta, que as que las hay andam por estas
bandas. Ou mandem-me vir uma vassoura nova...
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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