Durante
a revolução francesa, M. Guillotin inventou uma máquina que matava com
brevidade e menor dor, mais de acordo com os direitos humanos tão caros
aos iluministas e ao espírito da revolução (aqui colocaríamos
reticências, que a burguesia tinha outros interesses). Havia mulheres
que assistiam às execuções na primeira fila, enquanto faziam tricot.
Eram as "fúrias da guilhotina". E esse instrumento
até inspirou adornos femininos. Sim, havia brincos em ouro que eram
pequenas guilhotinas. Quando falo em "formas mais humanas de matar
pessoas", num tom um bocadinho irónico, até me esqueço dos países onde
ainda hoje se discute a mesma coisa. Execução desumana a do prisioneiro
que esteve 35 minutos a sufocar, nos EUA. Eu percebo o que querem dizer,
percebemos todos. Mas era tempo de pensarem se realmente há "execuções
humanas"...
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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