Tenho
ficado atónita com as verdadeiras aberrações que se lêem acerca da
co-adoção ( e dos trocadilhos fáceis a que o "co" se presta). Continuo a
pensar que vivemos numa sociedade hipócrita e que a ignorância se
alimenta de meias notícias. Já existe a adoção por homossexuais. Mas por
só um dos membros do casal. Se essa pessoa morrer a criança legalmente
não tem qualquer vínculo com o outro pai/mãe,
podendo inclusive ser-lhe retirada. É só disto que se trata. Proteger a
criança. E já agora, até entendo que alguns tenham dificuldade em
perceber a homossexualidade, mas homofobia, comentários jocosos e afins
serão banidos juntamente com os que os pronunciarem...
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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