Hoje inaugurei o novo livro de receitas. Devo-o ter há uns doze anos,
prenda do dia da mãe da Beatriz, e finalmente chegou o dia de escrever
nele a minha primeira receita. Mas ele já trazia uma receita logo na
primeira página e é mesmo tentadora. :)
Depois de, com o meu último post, receber já tantas e tão carinhosas mensagens daqueles que fizeram caminho comigo naquela que também é escola do meu coração, o Cerco, dei comigo a somar recordações em catadupa. Começando pelo início, mentiria se dissesse que não tive receio. Ou que foi muito fácil e tranquilo. Estava num TEIP que por algum motivo o era. Entrar com 11 turmas foi logo um desafio. Só não tinha duas turmas de 9º, todo o 3º ciclo estava comigo. Vantagens: adquiri um vasto conhecimento dos alunos, e pude conhecer a escola antes do choque com os Cursos de Educação e Formação- que não eram desafio menor. Isso e começar a desejar um bom fim-de-semana às 10 horas de segunda-feira (ter as turmas uma vez por semana tem destas coisas). No ano seguinte, quando comecei a trabalhar também com CEFs, parte dos alunos já me conheciam de outro contexto, o que facilitou bastante. Houve turmas muito complicadas, houve momentos em que me pareceu viver numa realidade paralela. Mas apren...
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
Meus queridos alunos Ao longo de todos os dias, mais do que ensinar-vos acontecimentos, sempre desejei dar-vos ferramentas para que pudessem pensar. Pensar o passado, compreender o mundo. E mais que isso, que aprendessem a agir. A serem a personagem principal na vossa História e ativos construtores da história comum. Nestes dias tão difíceis vivemos numa alienação estranha em relação à realidade. Como se não houvesse tempo a perder. E todos os professores trataram de enviar trabalhos, criar experiências on-line, criar grupos, múltiplas plataformas. Não estavam de férias, e tiveram que o provar assim. Quem colocou reticências era apelidado de pouco profissional, ou "preguiçoso". Não estavam de férias. Pois não. Estamos em estado de emergência. E penso que haverá professores a pensar que irão ganhar uma medalha de "ôro" por obrigarem toda a gente a trabalhar arduamente durante um estado de emergência. E se calhar até vão. Afinal, é mais comum receberem medalhas os...
Comentários
Enviar um comentário
Também divagaram: