Hoje inaugurei o novo livro de receitas. Devo-o ter há uns doze anos,
prenda do dia da mãe da Beatriz, e finalmente chegou o dia de escrever
nele a minha primeira receita. Mas ele já trazia uma receita logo na
primeira página e é mesmo tentadora. :)
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
Depois de, com o meu último post, receber já tantas e tão carinhosas mensagens daqueles que fizeram caminho comigo naquela que também é escola do meu coração, o Cerco, dei comigo a somar recordações em catadupa. Começando pelo início, mentiria se dissesse que não tive receio. Ou que foi muito fácil e tranquilo. Estava num TEIP que por algum motivo o era. Entrar com 11 turmas foi logo um desafio. Só não tinha duas turmas de 9º, todo o 3º ciclo estava comigo. Vantagens: adquiri um vasto conhecimento dos alunos, e pude conhecer a escola antes do choque com os Cursos de Educação e Formação- que não eram desafio menor. Isso e começar a desejar um bom fim-de-semana às 10 horas de segunda-feira (ter as turmas uma vez por semana tem destas coisas). No ano seguinte, quando comecei a trabalhar também com CEFs, parte dos alunos já me conheciam de outro contexto, o que facilitou bastante. Houve turmas muito complicadas, houve momentos em que me pareceu viver numa realidade paralela. Mas apren...
Prove que não se trata de um robô. Provei que não era. Mais de cem vezes. O que aqui está é fruto das minhas escrituras (sagradas, diz o meu tio António), no mural do Facebook, desde 2009 até Junho de 2012. Daí algumas incongruências temporais facilmente detetáveis. Veio sobretudo aquilo que escrevi, não fazia sentido que fosse de outro modo. Há ainda algumas coisas que faltam, eventualmente virão, ou não, conforme a vontade ou a pertinência das mesmas. E agora, amigos que me incentivaram a esta passagem? E agora, é desbravar caminho novo. Siga...
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