Encontrar um grupo de antigos alunos da escola que frequentamos, ver
fotos onde reconhecemos dois ou três rostos e pensar " estão um bocadito
velhos" (como se os outros fossem para nós o melhor dos espelhos)
deixou-me a pensar que de facto não tenho muitas saudades da
adolescência. Guardo boas recordações de algumas (poucas, chegam os
dedos de uma mão, e ainda assim sobram) grandes amizades, guardo o amor
que aí nasceu e dura até hoje, guardo momentos memoráveis na Radio
Lidador da Maia, mas da escola, de facto, recordo sobretudo alguns
professores. Se pudesse voltar atrás... Não voltava.
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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