As desilusões acontecem quando não se esperam. São a negação da ilusão, o
fim dela. Por isso, quando acontece que que esperávamos, mesmo que
preferíssemos outra coisa, não temos desilusões. Temos confirmações. Se
calhar há quem faça por não se iludir para não se desiludir depois. Eu
prefiro aos poucos aprender a escolher as ilusões que que agradam,
aquelas por que vale a pena arriscar a tudo. Até a desilusão!
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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