No próximo ano tenho que sugerir uma formação em agrafar exames para
colegas do secretariado. Isto de agrafar em cima do quadrado do
transporte obriga o classificador a tirar agrafos, voltar a agrafar...E
já agora o MEC bem podia fornecer o quit do classificador: caneta
vermelha, lápis e borracha. Não só não nos pagam como ainda por cima nos
obrigam a dar o nosso material (isto não me soou lá muito
bem...corrigindo) como nos obrigam a utilizar recursos próprios. Até
porque alguns alunos pagaram para fazer estes exames. E só o impresso é
1,35. Mais a inscrição. Como mãe, pago. Como professora, não recebo. Há
aqui alguma coisa que se perde no caminho.
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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