Vales pelo que és, pelo que fazes, pelo que pensas ou pelo que dizes. Os
outros valem por si e em si mesmos. Os outros não são os teus troféus,
as vitórias deles não são tuas. Do mesmo modo as derrotas dos outros não
são tuas, são deles. Compete-lhes aprender com ambas. Não podes viver
por interposta pessoa. Não penses que os que não discordam contigo estão
a apoiar-te. Às vezes desistiram apenas de te contrariar porque só os
ouves na concordância, como se esperasses que fossem
ecos da tua voz. Não confundas sorrisos forçados com simpatia. Não te
surpreendas com as traições nem deixes que estas te roubem a capacidade
de acreditar. Deixa que a tua consciência seja o teu único juiz. Não
faças fretes. Não tenhas medo de ser, de sentir, de rir e de chorar.
Não te escondas, mas se te apetecer, não te mostres. Dá-te o direito a
não fazer porque não te apetece. Deixa-te, quando puderes e enquanto
puderes, ser feliz...
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
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