Depois de uma semana intensa, que me fez questionar muito aquilo que faço, o que sou, como sou, e até para onde vou, longe da família, de casa, absolutamente fora da chamada "zona de conforto", uma semana em modo de férias, com muito sol, piscina, abraços, coisas frescas e descanso. Em modo de família restrita, com a consciência de que qualquer dia alguém vai dizer que não que vir de férias com os pais. Há que aproveitar bem, antes que esse dia chegue. É que as gargalhadas a quatro vozes são das melodias mais bonitas do meu verão...
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.
Como te entendo. Aproveitemos todos os momentos porque eles são únicos e preciosos. Boas Férias.
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