Naqueles momentos em que a vida nos assoberba de receios, inseguranças, excessos de futuro ou pesos do passado, torna-se difícil ver as coisas tal como elas são e, ainda mais, para lá do furacão. É nessas alturas que tento respirar fundo, perspectivar e, em última instância, lembrar-me que isto é uma passagem demasiadamente curta para perder tempo com miudezas. Quase sempre, resulta...
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.

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