No bar passam músicas dos anos 70 e 80 (neste momento temos os Village People que rapidamente deram lugar ao tema de abertura de Fame). O escaldão das minhas costas lembra que o protetor solar é para usar todos os dias. As miúdas já estão enfiadas na piscina, a atirarem água uma à outra. O Dizzy dorme a sesta. E eu aproveito a sombra deste pinheiro simpático. Pela primeira vez nem trouxe livros nem comprei revistas cor de rosa. A ver se o cérebro consegue desligar um bocadinho.
Entre o dizer e o fazer
Sempre gostei de escrever. A par do sono e do sonho, é o melhor meio que encontro para organizar as ideias e, mais do que isso, para me conhecer melhor. O que começou por ser terapia, acabou por se tornar numa necessidade primária, numa forma de me sentir realizada, de manifestar inconformismos ou de encontrar a paz. Contudo, questiono-me se o meu mal não será esse mesmo. Gostar tanto da palavra que acabe por me ficar por ela. Menos palavras, mais ação. Escrevem. Escrevem.Escrevem. Escrevo. E sei que faço alguma coisa, que a consciência devia estar tranquila para aquele que dá o melhor de si, dadas as suas circunstâncias. Mas olho à volta e há sempre tanto por fazer.

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