A minha filha mais velha nasceu no último dia de férias de Natal. A mais nova quase no último dia de férias de verão. Não tive o terceiro porque as férias da Páscoa não têm uma data fixa...
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Hoje é dia de coração apertado para um número significativo de professores. Saem as colocações depois de um final de ano lectivo tudo menos calmo, um Agosto cheio de dúvidas, plataformas informáticas entupidas, informações contraditórias, concursos e mais concursos. Não é de hoje. Mas ao fim de tantos anos a ver sempre a mesma coisa, sinto que era tempo de mudar. Porque todos os anos há muitos professores que quando entram na sala de aula, em Setembro (e são uns felizardos!), fazem-no felizes... Mas cansados. Porque não foi só o subsidio de férias que perderam. Foi o direito a descansar ao fim de um ano de trabalho. O meu pensamento está convosco! Pensamento positivo e muita sorte para todos!
Parabéns, Sofia!
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Por esta hora ainda não tinha chegado, mas já se anunciava. Eu continuava a achar que não queria epidural ( aliás, eu dispensava o soro o tudo o que envolvesse agulhas, mas enfim). O pai preparava-se para assistir a um nascimento pela prime ira, e por isso repartia as suas atenções comigo e com as maquinetas que mediam a intensidade das contrações e os batimentos cardíacos. A parteira falava, falava... Estava preocupada, parecia-lhe que a posição não era muito boa, e que se calhar ter-se-ia que passar a cesariana. Vem a obstetra. Que não deve haver problema, há muito espaço. Passa um enfermeiro, pega na minha ficha. " então é professora?". Faço-lhe cara de " estou a meio de mais uma contração", responde-me " parece-me que não lhe apetece conversar". Parteira impõe-se: os tempos são outros, já não tem que sofrer assim. Acedo à epidural. Chegam as anestesistas. Novinhas, parecem-me alunas! ( a partir de uma certa altura todos começam a ser nov...
I believe I can fly...
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Se nos recordamos dos momentos mais marcantes da nossa vida nos últimos momentos, este será um dos que não vai falhar. Vestia uma saia castanha, tipo indiana, comprida, calçava umas socas Dr. Schoolls (na altura tinham-me custado muito acima do que eu costumo gastar, mas o modelo com sola de madeira a lembrar o antigamente chamou por mim), e estava de férias, em Vilamoura. E foi precisamente no supermercado da cadeia que não é "aquisuper" que ficava junto a um cinema, e que se dividia em dois andares ( o rés do chão, para as mercearias, o inferior para o talho, pão e frios/congelados) que tudo aconteceu. Estava a descer a escada de acesso ao piso inferior, e não sei como, descarrilei por ali abaixo, a contar os degraus com o que vocês estão a imaginar. Não contente, uma das socas ainda voou em direção à parede, enquanto a outra saltou, e bateu-me no dedão (que acabou por ficar pisado). Ficou-me na memória o ar surpreendido do senhor do talho ao ver a minha entr...
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Ficas bem assim, vestida de férias. Saia ao vento (olha, afinal ao fim de 11 meses de calças, tens pernas!), ombros menos brancos do que é costume, pele brilhante e macia. Com tempo, sem pressas, sem ter que tirar a tarde de domingo para preparar o trabalho da semana. A acordar às 7 ( ou até depois), quando em dias normais essa é a hora de tomar o pequeno almoço, com a sensação de já estares atrasada. Tudo parece já longínquo, como uma meta que se atingiu, se ultrapassou. E eis senão quando sentes que este intervalo está quase a acabar. Só falta uma semana. Melhor, ainda falta uma semana. Com um aniversário a celebrar. Manuais escolares e toda a panóplia de material escolar para comprar. E começar a preparar a rentré na vida de todos os dias. Com energia renovada!
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Digamos que para nós Ele era a aldeia. Apesar de a ter deixado pouco depois dos 20 anos, no início dos anos 50, e ter regressado mais de 40 anos depois. Porque sempre se assumiu transmontano de nascimento, crescimento e feitio. O ponto alto da vida na aldeia era/ é a festa de S. Bartolomeu, a 24 de Agosto. Dia de juntar a família, de madrugadas no forno a lenha para assar o leitão e o cabrito, de procissão, e visitas da família. Com a sua morte, foi um bocado da festa que morreu. Bem, nos primeiros anos, foi a morte da festa toda. Passar o dia de festa na aldeia era prolongar/agudizar a sua falta, a dor da sua ausência. Este ano, pela primeira vez, voltou a ser 24 de Agosto na aldeia. Um acto de coragem de quem ficou. Lembrando a toda a hora aquele que partiu. Porque em certos momentos aqueles que partem parecem regressar, por todas as memórias que construíram enquanto estiveram connosco.