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Os meus mais novos!

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Destacamentos e outros lamentos

Há uns bons 15 anos tive uma colega destacada por problemas de coluna. Lecionava moral e dados os saltos agulha em que se equilibrava, só podia mesmo estar a fazer penitência, em versão sexy mas sofredora. Tenho colegas que meteram destacamento por questões psiquiátricas. Não conseguiam dar aulas longe mas conseguiam pertinho, e a fazer mestrado ao mesmo tempo. A mente humana é prodigiosa. Eu também não sou santa nenhuma. Quando efetivei longe, fiz o possível para arranjar um a doença. Fui ao ortopedista que me diagnosticou uns joanetes (para mim os pés continuam direitinhos, e já lá vão uns anos valentes), mandou-me fazer uns exames que me trouxeram certidão de saúde,e pronto, assim fiquei. Entretanto, lembrei-me que o motivo que me fazia querer ficar por perto (que era o mesmo que paradoxalmente me fizera concorrer para longe: a minha filha) podia ser argumento para pedir destacamento. Fazia exames mensais, com direito a ecografias e cintilografia (ou seria cintilograma...
No próximo ano tenho que sugerir uma formação em agrafar exames para colegas do secretariado. Isto de agrafar em cima do quadrado do transporte obriga o classificador a tirar agrafos, voltar a agrafar...E já agora o MEC bem podia fornecer o quit do classificador: caneta vermelha, lápis e borracha. Não só não nos pagam como ainda por cima nos obrigam a dar o nosso material (isto não me soou lá muito bem...corrigindo) como nos obrigam a utilizar recursos próprios. Até porque alguns alunos pagaram para fazer estes exames. E só o impresso é 1,35. Mais a inscrição. Como mãe, pago. Como professora, não recebo. Há aqui alguma coisa que se perde no caminho.
Temos que criar o movimento pela integração das crianças e jovens no recreio. A escola preocupa-se em demasia com fechar os alunos nas salas, com ou sem aulas (que as substituições são paliativos). Será que os jovens não sabem estar no recreio? O recreio é perigoso? Estar a conversar, a correr, a brincar é assim tão mau? Saudades das horas livres em que havia alunos nos recreios, nas bibliotecas ( as substituições tiveram repercussões tremendas na frequência das bibliotecas- notei quando as ditas começaram. Agora já nem noto. Como tudo, habituamo-nos.), a conversar nos bufetes...  http://observador.pt/especiais/estamos-a-criar-criancas-totos-de-uma-imaturidade-inacreditavel/

Basta encher com gelo e ligar. Ar condicionado económico!

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Vale a pena ler
Os exames não melhoram a aprendizagem mas forçosamente alteram a forma de ensinar e de aprender. Fazer testes "com o formato de exame" (seja o que isso for, já que esse formato passa a vida a ser alterado) melhora o desempenho dos alunos nos exames ou simplesmente piora o seu despenho ao nível da avaliação interna? Porque é que ninguém se questiona sobre por que raio os alunos não aprendem e passam a vida a pensar nos resultados dos exames, que nada mais são do que o produto de um processo carregado de condicionantes? Afinal que escola queremos? Que sucesso é este?  http://www.publico.pt/sociedade/noticia/exames-e-preciso-conhecer-a-escola-1702910