O computador foi-se. Apagou-se, no domingo, depois de um dia intenso de SIMS. Estava lentinho, deu-lhe uma febre e desfaleceu. Pensei que refrescando recuperasse, mas nada. Neste momento está a modos que esventrado, e vai lançando uns "pis" de quando em vez, absolutamente inconsequentes. Ele , que ainda há umas horas estava no avião de regresso a casa, lá está mergulhado nos fios, a tentar ressuscitar o Lázaro. Se fosse lá com umas agulhinhas é que era bom...(acabo de ouvir que "é o disco". Rica música...Ou como diria o meu pai, as coisas velhas este ano não duram nada!)
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Mau gosto...
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Chamada telefónica. A tentarem convencer-me a fazer um rastreio ao AVC porque pelos vistos na minha área de residência há predominância desse tipo de problemas. O objetivo seria participar num estudo estatístico. Respondi que não estava interessada, respondeu-me se eu achava que era normal não me preocupar com a minha saúde. Tive que lhe responder que sim, era normal, até porque ainda há pouco tem po fiz exames... Voltou à carga, numa insistência irritante, e quando lhe reiterei que não ia faltar ao trabalho para fazer exames para estatísticas teve o desplante de me perguntar: e se tiver um AVC quando desligar o telefone? Tive que lhe dizer que havia uma linha muito ténue entre a originalidade e o mau gosto, e que ela acabara de a ultrapassar, e que tinha que rever as suas técnicas de marketing. Passou a uma postura agressiva. Eu é que tinha percebido mal. E começou ao berros. E antes que lhe desse um AVC, achei melhor dar a conversa forçada por encerrada. Irra. Não at...
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Sabe bem a cumplicidade que nos une, as conversas partilhadas, o sentir que mesmo muito diferentes, temos cada vez mais em comum e sobretudo que gostamos muito umas das outras. Eu não sou sempre a mãe que elas queriam, às vezes nem sequer s ou a mãe que eu queria, mas isto da maternidade também é uma aprendizagem que se constrói com sucessos e com erros. E há momentos de gargalhada coletiva em que o meu coração me diz que as sementes estão lá, e até já começam a notar-se alguns frutos.
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Havia um espelho no Paraíso. Estava tapado com um pano.Deus tinha proibido Adão e Eva de destaparem o espelho. Mas Eva destapou o espelho. Reconheceu-se imediatamente.Achou-se feiota e entradota. “Não gosto de mim”, disse de si para si. “Adão não me quer”. Então Deus zangou-se com Eva. Adão também se reconheceu no espelho. Mas Adão era Narciso que sabia que era Narciso. Achou imediatamente que no Paraíso fazia falta a Fundação Adão. Deus acabou com Adão, com Eva e com a treva. Partiu o espelho ao meio e pôs as duas metades uma em frente da outra, paralelas uma à outra. E assim deixou o Paraíso num Inferno. (Adília Lopes, in Irmã Barata, Irmã Batata)
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A palavra certa para definir os últimos dias será algures entre família, colo e mimos. (Re)Descobri o prazer de dançar, regressei às séries do axn e vou finalmente concretizar um sonho muito antigo: conhecer Barcelona! As malas estão à esp era! Desejo-vos (nos) que a Páscoa seja sinónimo de renascimento, da certeza de que se pode sempre recomeçar, fazer de novo, compor, recompor, desde que se acredite. E acreditar é preciso, mesmo que seja um acreditar desconfiado. Acreditar nas ideias, nas pessoas, mas sobretudo acreditarmos em nós, na nossa capacidade para construirmos o nosso caminho. A todos os meus amigos, uma Boa Páscoa!
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Hoje andei a recolher resultados, daqueles em que ter negativa é muito bom! E dei comigo a pensar que afinal, se calhar, até vou chegar a velhota.Daquelas que fazem bolos para acompanhar o chá e acolhem com o olhar. Com sorte, das que conta m histórias meio baralhadas, um bocadinho do que foi, outro do que podia ter sido, mesclado com o que se queria que fosse. Das que dizem coisas aparentemente estranhas e levam a pensar que a linha que separa a sabedoria da insanidade é muito ténue. Das que continuam a viver apaixonadamente. Das que continuam a namorar. Das que gostam de viver, de respirar, de sentir o calor do sol ou o cheiro do fim de tarde de um dia de sol. Das que gostam de calcar poças de água da chuva. Das que se esquecem de tudo, até da idade que têm. Dessas. É dessas que eu quero. Pode ser?