Eu não presto atenção nenhuma à publicidade. Zero. Exceto ao "all together now" da otimus que me faz ficar parada, a olhar para o écran. É a aldeia, como eu imagino as aldeias. Com velhinhas que têm rugas, cabelos brancos, se calhar mãos ásperas, habituadas à geada, ao calor, à água do tanque público, à meada da lã que se doba para depois a transformar numa camisola ou numas meias, cheirando a cozinhados, a sabão azul e a lareira, redondas e apenas aparentemente frágeis, como oliveiras milenares, bem dispostas, prontas a bailar e a cantar recordando outros tempos. De abraços apertados e beijos que fazem barulho, em vez de meros encostos de rosto inventados pelas senhoras da cidade. Estas velhinhas estão a desaparecer. Na sociedade que faz a apologia da juventude, onde todos tentam evidenciar uma idade aquém da cronológica, as pessoas permanecem visualmente jovens por muito mais tempo, por todo o tempo. E isso é justo, legítimo e digno de louvor. Mas o reverso da medalha é o f...