Sempre defendi a igualdade das mulheres, e a chegada de cada vez mais mulheres à política (que há meia dúzia de anos era incomum, e muitas vezes forçada por cotas) sempre deixou antever uma mudança definitiva de paradigmas. Eis senão quando aparece uma senhora na política que cada vez que abre a boca, seja para defender os amarelos do ensino, seja para fazer exigências ao líder máximo da nação, seja para uma série de outras intervenções infelizes, faz crescer dentro de mim uma vontade enorme que me embaraça: a de a mandar ir para casa, cuidar dos filhos, dedicar-se à culinária, enfim, baixar a crista e aprender mais da vida.. Pensamentos machistas,- diz-me a consciência. -Não tens vergonha? Tenho, ou antes, tinha. Porque com o passar do tempo começo a perceber que afinal o meu pensamento deu um passo em frente, e permitiu-me perceber que é a incompetência dela que me incomoda. E isso, não tem género. E apoiar incompetentes só por serem mulheres está errado. É tão grave como veta...